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Tabagismo: amamentação, malformação congênita e doenças respiratórias em bebês

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O American Journal of Public Health (Revista Americana de Saúde Pública), Fevereiro 2006, publicou um estudo feito pelo Dr. Jihong Liu da Universidade da Carolina do Sul, mostrando que as mães que fumam mais do que 10 cigarros por dia após darem à luz podem ser privadas mais rapidamente de amamentarem seus bebês do que as não fumantes. Dr. Liu fez a pesquisa no Centro Norte-Americano para o Controle e Prevenção de Doenças em Atlanta, Geórgia. Ele e colegas analisaram dados de mais de 3 mil mulheres e acharam que 91% das novas mães começaram a amamentar seus bebês, só que 26% delas tiveram que interromper a amamentação quando eles estavam com 10 semanas de vida. Isto ocorreu, eles crêem, por fatores hormonais como a diminuição da prolactina e da produção do leite materno, também porque elas estavam preocupadas com as substâncias tóxicas do cigarro e porque seus bebês choravam mais e tinham mais cólicas, sintomas encontrados mais frequentemente em bebês cujas mães fumam. Os pesquisadores recomendam que as mães sejam orientadas a pararem de fumar na gravidez e na amamentação para que possam amamentar seus bebês já que sabemos que o leite materno é a melhor alimentação para os recém-nascidos.

 

Um outro estudo feito por Morales-Suárez-Varela MM, Bille C, Christensen K, Olsen J, entitulado “Smoking Habits, Nicotine Use, and Congenital Malformations” (“Hábitos de Fumar, Uso de Nicotina e Malformações Congênitas” – Obstetrics and Gynecology January 2006; 107:50-57) mostrou que substitutos de nicotina durante as primeiras doze semanas da gravidez parecem aumentar o risco de malformações congênitas. Dra. Maria Morales-Suárez-Valera, da Universidade de Valencia na Espanha e colegas compararam dados do Danish National Birth Cohort de 1997 até 2003 com os do Hospital Medical Birth Registry, que documentam malformações congênitas no nascimento ou no primeiro ano de vida do bebê. Segundo o estudo, 76.768 pessoas foram entrevistadas entre as semanas 11 e 25 da gravidez com relação aos seus hábitos de fumar e uso de substitutos de nicotina (chicletes, adesivos ou inalantes) durante as primeiras 12 semanas da gravidez. Deste total, 20.603 mães fumavam pela ocasião do nascimento dos bebês, enquanto que 56.165 não fumavam. Os autores da pesquisa verificaram a presença de lesões congênitas nos bebês das mães fumantes tais como lábio leporino e malformações digestivas e circulatórias, embora não muito significativo, porém isto pode refletir um aumento do número de abortos entre as mães fumantes. Achou-se que as mães que usaram substitutos da nicotina durantes as primeiras 12 semanas de gravidez tiveram bebês com mais defeitos congênitos do que as que não fumavam e não usaram substitutos da nicotina e do que as que fumavam. Dra. Morales-Suárez-Varela e seus colegas acreditam que esta discrepância pode ser explicada pelo fato de que os substitutos de nicotina podem ser absorvidos por um caminho diferente e alcançar maiores picos de doses de nicotina comparados com fumar cigarros.

 

Outra pesquisa científica avaliou durante dois anos os efeitos sobre 4089 bebês e crianças até dois anos de idade expostos em ambiente de fumantes de cigarros. Quando os bebês completaram dois meses de idade os pais responderam um questionário com perguntas sobre aspectos gerais do estilo de vida incluindo hábitos de fumar da mãe na gravidez e após o nascimento da criança. Quando as crianças completaram um ano e dois anos de idade foram dados novos questionários com perguntas sobre alergia respiratória, exposição ambiental à substâncias tóxicas, especialmente exposição à fumaça do tabaco. Os resultados mostraram que quando as mães haviam fumado durante a gravidez porém não após, houve um aumento do risco de dificuldades respiratórias nas crianças repetidas até aos dois anos de idade. O mesmo foi encontrado em crianças cujas mães não fumaram mas tiveram seus filhos expostos à ambiente de fumantes. Mães que fumaram durante a gravidez também tiveram seus filhos com aumento de asma até os dois anos de idade comparados com crianças cujas mães não fumaram e não foram expostas a ambiente de fumantes. (Respir. Res. 2006 Jan 5;7(1):3 Lannero E, Pershagen G, Wickman M, Nordvall L.).

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Autor: PortalNatural.com.br

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