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Como lidar com comportamentos inaceitáveis dos outros?

Podemos estar no grupo das pessoas difíceis. Há pessoas complicadas. Se somos, podemos aprender a flexibilizar. É possível tornar-se uma pessoa melhor, mais amável. Basta querer, dedicar-se a mudar, perseverar na busca e na prática da mudança do seu traço difícil de caráter, vigiar para que ele não tenha comando sobre você, e ter paciência para esperar o tempo necessário para a mudança ocorrer. Remédio de farmácia não muda a pessoa.


Por outro lado, você pode ser uma pessoa fácil de conviver e estar vivendo com alguém difícil, que apresenta comportamento inaceitável, ou seja, alguém agressivo seja verbalmente ou fisicamente, abusivo, invasivo, explosivo negando sua raiva fácil, muito controlador, possessivo, dominador, autoritário, ditador, não respeitando os limites, etc.


Estabelecer limites para este tipo de pessoa é uma necessidade, porque ajuda você a cuidar de si mesmo, impedindo tornar-se vítima. As respostas das outras pessoas aos limites que você coloca, pode ajudar a avaliar a qualidade dos seus relacionamentos, ou seja, se elas respeitam seus limites normais, então estará existindo um relacionamento saudável. Se, pelo contrário, elas respondem agressivamente, rejeitando você por colocar limites aos abusos delas, isto mostra que não estão maduras o suficiente para um bom relacionamento.


Muitos podem ter medo de estabelecer limites e a pessoa ficar aborrecida e terminar o relacionamento. Quanto mais abandono você sentiu durante sua infância, seja de origem física (separação, morte) ou emocional (falta de afeto e apreciação), mais provável é que você terá muito medo na vida adulta de colocar limites para os comportamentos abusivos dos outros. Isto porque o medo de perder a pessoa poderá ser algo muito angustiante para você e você pode desistir disto, permanecendo com o contato abusivo.


Também pessoas que sofreram perdas importantes no passado podem ter inabilidade para colocar limites para comportamentos inaceitáveis porque podem fazer isto com muita rigidez, até pensando que não terão mais que lidar com o mesmo problema, o que não ocorre necessariamente, ou com flexibilidade exagerada. Ambos não ajudam.


Mas é possível aprender. Talvez um bom caminho seja estabelecer limites um dia de cada vez, uma coisa de cada vez. Aprendendo a colocar limites necessários ajuda a evitar ressentimentos que são produzidos quando as pessoas invadem sua vida porque todas as portas e janelas de seu ser estavam abertas inadequadamente.


Um primeiro passo fundamental para este aprendizado tem que ver com sua percepção e compreensão de que você não merece e não precisa conviver com pessoas abusivas sem fazer nada para proteger-se e ter uma qualidade de vida melhor.


Questões mal resolvidas do seu passado no convívio com sua família de origem podem reaparecer sob a forma de conflitos com colegas de trabalho, amigos, outros parentes, vizinhos e membros de sua igreja. A tendência é haver a repetição dos mesmos conflitos, com um cenário diferente, mas com o mesmo enredo. Isto ocorrerá até que você possa perceber que repete as brigas ou defesas disfuncionais que tinha com figuras importantes do passado na vida atual com outras pessoas. Se você não usar algum tempo de sua vida para recuperar-se das coisas ruins de seu passado, é provável que o repita.


É possível parar de sofrer. Mas você tem que escolher isto. Tem que querer saúde. A decisão tem que partir de seu próprio coração. Um pensamento que li, diz: ?Não mais lutamos nem fugimos… nos rendemos!? O que significa isto? Pode significar mais de uma coisa, mas no contexto desse artigo significa que você para de ficar brigando com ou fugindo das pessoas do presente por causa dos sofrimentos do passado. Você se rende. Se rende de quê? Do comportamento ruim para si mesmo. Interrompe o ciclo repetitivo de discussões inúteis, para de ficar reagindo ao passado com pessoas do presente.


Da próxima vez que enfrentar um comportamento inaceitável, ao invés de reagir emocionalmente, dê dois passos para trás, use a razão para parar e pensar. Procure desligar-se da situação ou da pessoa, mudando de ambiente físico se necessário, evitando discutir, evitando provar que tem razão, ou submetendo-se passivamente. Você pode dizer para a pessoa: ?Agora não podemos conversar porque o clima emocional não permite. Quando nós estivermos em melhores condições, então vamos tocar neste assunto.? E fique quieto. Se a pessoa insistir em querer discutir, diga que precisará sair de perto e saia.


Você pode decidir o quanto abrirá seu coração e se aproximará da pessoa, ou o quanto precisará proteger-se e afastar-se. Você tem direito a estas escolhas. Não tem que aceitar o inaceitável.

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Autor: PortalNatural.com.br

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  1. Matheus disse:

    Achei mt interresante este artigo, e concordo plenamente que naum precisamos ser “amigos” de pessoas que naum tem limites ;-)

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