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Você é o culpado de minha situação!

 

Desde a ?queda? no Jardim do Éden surgiu no íntimo do ser humano a tendência de culpar outra pessoa pelos nossos sofrimentos. Adão culpou Eva. Eva culpou a serpente. A serpente culpou Deus. E Deus procurou e procura ensinar que cada um precisa assumir sua responsabilidade porque isto é o que pode produzir crescimento pessoal e boas relações humanas.

 

 

Hoje é comum  pais culparem seus filhos de serem rebeldes, preguiçosos, irresponsáveis, enquanto que, por outro lado, filhos culpam os pais de terem sido demasiado gratificadores de seus (dos filhos) desejos e por isso não colocaram limites que os teriam ajudado a aprender a enfrentar as dificuldades da vida de maneira melhor, ou os culpam dizendo que seus pais foram muito rígidos na sua educação.

 

 

Entre casais, o marido culpa a esposa de variadas coisas, como por exemplo, de ser ?romântica? demais, muito geniosa ou passiva ao extremo. Enquanto que uma esposa pode culpar o marido de ser muito ?frio? afetivamente, muito racional, dedicado demais ao trabalho e esquecendo da família, ou muito mulherengo, explosivo, etc.

 

 

Empregados culpam os patrões alegando que eles não pagam um bom salário, que exigem demais, enquanto que patrões reclamam de empregados porque eles não produzem, faltam ao trabalho, não têm iniciativa.

 

 

Podemos ver que culpar outros é comum em todos os tipos de relações humanas. E é verdade que muitas destas queixas procedem. Elas podem ter um fundamento. Porém, isto não elimina também a verdade de que a pessoa que faz a queixa pode ter problemas pessoais, independentes da situação exterior atual da qual ela se queixa a qual crê ser a origem única de seus sofrimentos. Isto pode não ser verdade e nem justo.

 

 

Maturidade envolve assumir que erramos, que cometemos falhas, ao invés de ficar apontando o dedo para as outras pessoas como se os erros delas fossem a explicação de todo o nosso sofrimento. E ?negação? é o processo mental através do qual fugimos da verdade, não necessariamente porque queremos enganar conscientemente a nós e a todos. Negamos enquanto não suportamos a verdade. Fugimos da verdade porque podemos não estar preparados para assumi-la e, portanto, mudar nosso enfoque, nossa queixa, nossa postura de vítimas. Fugimos da verdade porque pode ser mais confortável.

 

 

Parece ser muito difícil para muitos de nós dizer: ?Desculpe, eu errei.?, ou ?Você tem razão.? Alguns até falam isto só que colocam imediatamente um ?mas…?. Seria tão construtivo e animador para vários tipos de relacionamentos se a pessoa apenas disse ?Desculpe, eu errei.? E ponto. Ou, ?Você tem razão.? E ponto. Assumir sua falha sem argumentos para amenizá-la ou desculpá-la.

 

 

Quando estamos prontos para mudar para melhor, paramos de negar e culpar as pessoas por nossa infelicidade. Admitimos nossa parte no problema. E nos voltamos para dar uma olhada em nós mesmos para ver o que há de errado e o que precisa ser consertado.

 

 

Certa vez vi num quadro de uma reunião de um grupo que trabalha com os Doze Passos uma frase que dizia assim: ?Primeiro olhe-se a si mesmo…Depois…olhe-se de novo.? Existe maior gratificação quando assumimos que erramos, ao invés de ficar culpando os outros, porque desta maneira olhamos a nós mesmos com coragem, humildade, honestidade e sincero desejo de mudar para melhor, independentemente se a outra pessoa muda ou não. Felicidade verdadeira é uma questão pessoal. Depende se estamos dispostos a assumir nossa verdade, boa e ruim, e mudar o que está ruim. Em nós.

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Autor: PortalNatural.com.br

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