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Como ter este tipo de amor do Pai?

Um bom pai tinha dois filhos. Viviam com conforto numa bela fazenda, com gado, agricultura, nascentes de água, bons empregados, boas casas. Os filhos eram ainda solteiros e o mais novo decidiu pedir ao pai sua herança e ir pelo mundo em aventuras.


Na verdade, ele não decidiu pedir, mas exigir do pai sua parte na herança, talvez pensando orgulhosamente que tinha direito a ela, quando, na verdade, era o pai que tinha o direito de dar ou não parte do que havia adquirido em anos de trabalho. Pai e mãe não têm obrigação de dar bens de herança aos seus filhos. Eles têm a liberdade de dar ou não. Criar filhos é responsabilidade do pai e da mãe, mas dar bens materiais como herança é uma opção dos pais. Mas a arrogância do garotão foi tanta naquele momento de insanidade que ele nem pensou que poderia pedir e deixar o pai decidir. Ele exigiu e queria porque queria, agindo como uma criança pirracenta.


Cheio de energia e de si, achando-se o dono do mundo, prepotente, orgulhoso, impulsivo, recebeu do pai sua herança. Pessoas prepotentes e impulsivas, pensam que merecem de graça o que desejam. Acham que as pessoas têm obrigação de fazer o que elas querem quando elas querem. O que elas desejam é como se fosse uma lei e ai das pessoas se não cederem aos caprichos delas! Elas explodem e acham um insulto que as pessoas não façam o que elas querem na hora que elas querem! Coitadas, não sabem que são fracas, na verdade, porque quando uma pessoa é levada toda hora por suas emoções ela mostra que não tem força de caráter. Está dominada pelos sentimentos. Ou sabem que têm esta fraqueza, (pela maneira como lidam com seus sentimentos e, assim, com os relacionamentos com as pessoas), mas negam aceitar ajuda para tornarem-se mansas e equilibradas e mais justas nos seus contatos com os outros. A verdadeira potência (fortaleza) está na capacidade de você administrar os sentimentos que tem, na mansidão e autocontrole saudável (o qual não é frieza afetiva).


Com dor no coração o pai viu seu filho arrumar suas coisas para partir. Instou com ele para ficar. Relembrou a ele quantas coisas boas tinha convivendo ali com a família. Levou-o ao quintal e mostrou toda a terra que possuía e que era de todos da família. Disse, lembrando ao rapaz, que não tinha faltado nada até então para fazer cada um feliz. Argumentou com o garotão de nariz empinado e exibicionista que o mundo lá fora era perigoso, cheio de pessoas interesseiras, maldosas, aproveitadoras, sem amor real. Mas o moço estava possesso pela vaidade do mundo e entusiasmado com o vigor de sua juventude. Tinha desenvolvido em seu coração a certeza ilusória de que tudo o que a mídia dizia sobre os prazeres do mundo era a pura verdade para produzir felicidade e que o pai era antiquado, vivia na ?roça?, não sabia de nada, era um ?careta?, viva só de ?rotina?, e ele, jovem e ?saradão?, tinha mais é que curtir a vida, com romances, muito sexo, viagens, motéis, moda, vida nas noites, muita garota, muita curtição.


Ele partiu. Uma pessoa dirigida pela emoção não vai muito longe na felicidade real. Se você baseia sua felicidade na maneira como se sente, nas coisas materiais e nas respostas afetivas dos outros, está caminhando para um precipício e vai cair nele logo. Se você baseia sua felicidade nos modelos modernos de alegria e curtição, vai em breve defrontar-se com a dor, o vazio, o mal estar, a solidão e a decepção. Não ame o mundo e nem as coisas que estão neste mundo. Tudo passa. A verdade que produz cura e crescimento real pessoal não está na multidão e nem necessariamente no senso comum. Está num caminho estreito que poucos querem e escolhem seguir por ele, embora todos possam enxergá-lo.


O garotão foi perdendo tudo com sua impulsividade e prepotência. Impulsividade é você agir antes de pensar e analisar as coisas. Prepotência (pré + potência) é você achar que tem potência antes de ter (se é que vai ter). Ele perdeu tudo. Dinheiro, dignidade, respeito próprio, crédito e a presença acolhedora da família. Foi a escolha que ele fez. O pai sabia que isto iria ocorrer porque conhecia os efeitos do orgulho e prepotência num ser humano e porque sabia da maldade do mundo. Mas decidiu sentir a dor de imaginar o filho sofrendo e permitir que ele aprendesse, pelo menos com sofrimento. Se você não aprender com o sofrimento, e mudar para melhor, não vai aprender com mais nada.


O amor do pai permitiu não só o filho sair e levar parte da herança, mas também não ir atrás pagando os cheques sem fundo quando o dinheiro acabava, ou cobrindo os débitos dos cartões de crédito, ou pagando fiança para tirar o filho da cadeia por dirigir embriagado, ou contratar advogado para decidir o que fazer com conflitos gerados por engravidar garotas, e outras besteiras do garotão. Amor verdadeiro é demonstrado pela dor que estamos dispostos a tolerar diante de pessoas que amamos e que fazem bobagens com conseqüências sérias, sem ir salvá-las das conseqüências dos erros que elas cometeram por escolha consciente.


O garotão caiu na real, finalmente. É tão aliviante este ?finalmente?, não é? Há pessoas prepotentes e impulsivas que felizmente caem na realidade. Mas nem todas. Muitas morrem negando serem problemáticas, negando pedir ajuda. Não conheceram a felicidade de ser humilde e manso, que não é o mesmo que ser omisso, passivo e sem vida. Que pena.


O moço decidiu voltar à casa do pai. Humilhou-se. Seus olhos foram abertos e viu a dor que havia causado no coração do pai bondoso e amoroso. Viu também como tratou mal a si próprio devido às ilusões da busca de prazer imediato e por ter sido levado pelas emoções e fantasias mundanas. Entendeu que algumas coisas que ele queria não eram erradas em si, mas a maneira como as havia buscado era imatura e não saudável. Ao saber do regresso deste filho, o pai muito se alegrou. E assim que viu o rapaz, emocionou-se e o abraçou e disse: ?Você estava sempre em meu coração, filho! E me alegro que tenha voltado!?.


Como ter este tipo de amor do Pai?


(Baseado no Evangelho escrito pelo médico Dr.Lucas, capítulo 15, versos 11 à 32, na Bíblia).

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Autor: PortalNatural.com.br

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3 Comentários. Participe você também!

  1. Cláudio Medeiros disse:

    Separar a pessoa de suas atitudes: rejeitar e abominar os erros, mas acolher e amar a pessoa.

  2. Jeni disse:

    Só se entende o amor de um ou de uma mãe, quando passa pela experiência de ser pai ou mãe.É um amor limpo, sem interesse, um amor profundo e verdadeiro que ultrapassa qualquer barreira de sentimentos. Todo filho deveria ouvir a seus pais, pois sempre nos oferece o que tem de melhor em todos os sentidos da vida. Podemos até comparar ao amor de Deus por nós.

  3. ROMILDO BRAGA disse:

    NA VERDADE ESTE E TIPO DE AMOR SEM LIMITES, POIS O PAI QUE AMA VERDADEIRAMENTE SEU FILHO; RECEBE DE BRACOS ABERTO , SEMPRE E EM QUALQUER OCASIAO

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