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A Vida Imita a (Perigosa e Duvidosa) Arte?

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Sem dúvida os entretenimentos influenciam fortemente nossas condutas, escolhas, emoções. A violência na sociedade tem multiforme origem. Dentre as principais, estão a falta de estrutura afetiva e moral equilibrada no lar, modelos da mídia sem padrões saudáveis de comportamento, banalidade da vida sexual, superficialidade das relações humanas, etc.

Um relatório de pesquisa da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), verificou entre 6300 líderes da indústria de diversões que 87% sentiam que a violência na mídia contribui para a violência na sociedade. Isto inclui filmes, TV, vídeo-games, letras de músicas, novelas, etc. A Associação Médica Americana, a Associação Psicológica Americana, a Academia Americana de Pediatria e a Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente revelaram que a violência na mídia pode conduzir à uma desensibilização em direção à violência na vida real. O parecer comum delas é: “A conclusão da saúde pública comunitária, baseada em mais de 30 anos de pesquisa, é que assistir violência em diversões pode conduzir ao aumento de atitudes, valores e comportamentos agressivos nas crianças.” http://www.pluggedinonline.com/discernment/a0001820.cfm (15 Set 2009).

A mídia visual é muito poderosa. É muito difícil apagar da mente cenas observadas em filmes, novelas, propagandas, sejam boas ou más, e letras de músicas que ficam obsessivamente às vezes “rodando” em nossa consciência mesmo sem querermos. Não é sem propósito que as empresas de propaganda usam muitos recursos visuais para prender o observador naquele produto que querem vender. Nos Estados Unidos cobram 3 milhões de dólares por 30 segundos de propaganda num momento importante do campeonato de futebol americano!

Dr. Richard G. Pellegrino, médico com Ph.D. em neurologia e neurociências, pesquisador d o cérebro por 25 anos, diz que nada que ele faça pode afetar tanto o estado mental de uma pessoa do que uma simples canção. Ele trabalhou com vítimas de overdose de ópio num pronto-socorro da cidade de Nova Iorque e verificou que ouvir música gera a produção de químicos no cérebro chamados endorfinas que são como opióides naturais que produzem um “barato” semelhante ao que o ópio ou outra droga psicotrópica faz. O problema, diz o Dr. Pellegrino, é que se a pessoa ouve músicas com mensagens e som destrutivos, isto exerce um poder lesivo no cérebro que os ouvintes não compreendem.

A Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente diz que os jovens apresentam as seguintes alterações quando expostas à cenas de violência na TV por terem forte tendência de imitar o que vêem:

  • Tornam-se “imunes” ou anestesiados diante do horror da violência.
  • Gradativamente aceitam a violência como uma forma de resolver problemas.
  • Imitam a violência que observam na televisão.
  • Se identificam com alguns tipos de caráter, de vítimas e ofensores.

Ela recomenda que os pais tomem algumas atitudes para prevenir os filhos destas violências, como por exemplo:

  • Ver o que as crianças estão assistindo na TV, e assistir com elas.
  • Colocar um limite para o tempo que as crianças assistem TV.
  • Retirar ou não colocar a TV do quarto das crianças.
  • Explicar que ainda que os atores e atrizes não são feridos de verdade, aquela violência na vida real produz dor e morte.
  • Não deixar as crianças assistirem programas ou filmes conhecidos como violentos, e mudar o canal ou desligar a TV quando surgirem cenas de violência, explicando o que está errado ali.
  • Desaprovar as cenas de violência que aparecem na TV, mostrando para as crianças a crença de que tais comportamentos não são as melhores maneiras de resolver problemas.
  • Conversar com os pais dos amigos de seus filhos para ver se combinam atitudes semelhantes quanto a colocar limites para assistir programas com violência. http://www.aacap.org/cs/root/facts_for_families/children_and_tv_violence

 

Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

Autor: Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

Dr. Cesar Vasconcellos de Souza, médico psiquiatra e psicoterapeuta, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, membro da American Psychosomatic Society, consultor psiquiatra da revista Vida & Saúde onde mantém coluna mensal, professor de Saúde Mental, visitante, do College of Health Evangelism e "Institute of Medical Ministry" do Wildwood Lifestyle Center and Hospital, Estados Unidos, Diretor Médico do Portal Natural, autor dos livros "Casamento: o que é isso?" e "Consultório Psicológico".

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6 Comentários. Participe você também!

  1. E agora José? disse:

    Esse texto mostra que não basta ter um título de Dr. para automaticamente se ter a característica de bom escritor.

  2. [url][/url][url][/url][url][/url][url][/url][url][/url][url][/url][url][/url][quote][/quote][quote][/quote][quote][/quote]:-);-):D;-):sad::sad::sad::sad::o8):P:-*:cry::cry::cry::cry::cry::cry::cry::cry::sad::sad::sad::sad:

  3. Eduardo da Cunha disse:

    Os pais são os herois dos filhos o que os pais fazem ou assistem os filhos imitam . Exemplo o pai diz ao filho não faça isso que faz mal e continuar usando o que faz mal e dar ao filho o que é mal.Os pais devem procurar saber e conhecer as coisas que produzem o mal e estar atentos e não assistem programas que sejam permmiciveis e que os ensinem a ser violentos.Devemos dar exemplo, pois os nossos filhos aprendem muito pelas as coisas que os pais fazem.Se vc pai come alimentos estimulante não chore depois pelos seus efeitos. :-):-)

  4. ANA RÔMULA MEDINA DE SOUSA disse:

    ;-)Muito bom este artigo sobre a violência na televisão!Os pais têm que estar sempre atentos com o que seus filhos assistem,e saber dizer “não”para todos os programas que os ensinem a ser violentos.Devemos dar exemplo, pois os nossos filhos aprendem muito por imitação.

  5. Ádila disse:

    ;-)Perfeito, gostei muito dessa matéria, muito oportuna, deve na minha opinião ter sempre pesquisas atualizadas sobre esse assunto, porque o que vemos e ouvimos realmente faz muita diferença em nossa vida, principalmente na mente infantil. Já que é na maioria das vezes muita porcaria que se passa na telinha ou telona, os pais ou responsáveis devem ser sempre alertados sobre as reações que trazem na vida dos filhos. Evitando e tomando cuidado já não é fácil criar os filhos hoje, principalmente porque quando eles estão longe dos nossos olhos, são influenciados pelos que vêem qualquer coisa, imagina se não alertar. parabéns. abração.

  6. Maria Ap.Macedo disse:

    É muito difícil hoje em dia livrar-nos de sermos contaminados com o que a TV traz para dentro de nossos lares. Devemos adquirir nossos próprios vídeos e usar em nosso lar. Assim teremos lazer, entretenimento, e outros, inclusive a boa música. Achei bom e oportuno o artigo.

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