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O que é demência, quais seus sintomas, o que a produz, que tipos existem e o que fazer para retardá-la, preveni-la e manejá-la.
Demência é um conjunto de sintomas que inclui perda de memória, mudanças na personalidade, alterações nas funções intelectuais resultado de doença ou trauma no cérebro. Estas mudanças não são parte do envelhecimento normal e são severas o bastante para causar impacto no viver diário, afetando a independência, autonomia e relacionamentos.
Na demência ocorre considerável declínio na comunicação, aprendizagem, lembranças e resolução de problemas. Estas mudanças podem ocorrer rapida ou lentamente. A progressão da doença varia e depende do tipo de demência que a pessoa apresenta e da área do cérebro que é afetada. O diagnóstico é feito por exames de imagem do cérebro tipo tomografia computadorizada do encéfalo e ressonância magnética cerebral, exame clínico e testes.
Os sinais (o que você pode ver) e sintomas (o que a pessoa diz ter ou sentir) mais comuns para a demência são: Perda de memória, alteração do julgamento, dificuldades com o pensamento abstrato, erros no arrazoar, comportamento inadequado, perda da habilidade para comunicar-se, problemas na marcha e equilíbrio, negligência com o cuidado e segurança pessoal, alucinação, agitação, paranóia, etc. Uma pessoa com demência geralmente repete as mesmas perguntas; se perde ou se desorienta em lugares conhecidos; não consegue seguir direções, está desorientado quanto à data e hora; não reconhece um familiar ou fica confuso quanto a quem é a pessoa; tem dificuldade com tarefas de rotina como pagar uma conta; negligencia cuidados pessoais quanto à nutrição, higiene e segurança.
Apesar do fato de que muitas pessoas apresentem uma leve e gradual perda de memória após os 40 anos de idade, a perda rápida e severa não é normal do envelhecer. Muitas pessoas mantem um cérebro forte na medida em que envelhecem e permanecem fisica e mentalmente ativos.
As formas mais comuns de declínio mental associado com a idade são: pensar vagaroso, menor velocidade no aprendizado, memória de curto prazo demora mais para funcionar, mais distração (falta de atenção) e menos concentração, etc.
Que diferenças há entre perdas normais da memória e sintomas de demência? No envelhecimento normal há: queixas de perda de memória mas a pessoa dá detalhes do que ela se esquece; vez ou outra procura a palavra que não vem à cabeça; talvez tenha que dar uma parada ao procurar um endereço para ir, mas não se perde em locais familiares; se lembra de eventos recentes, não há alteração da conversação e habilidades de comunicação social estão normais. Já na pessoa com demência há: queixa de perda de memória ocorre só se for perguntado; inapto para achar a palavra que faltou; se perde em locais conhecidos, demora voltar para casa; declínio importante da memória para fatos recentes; dificuldade de dialogar; desinteresse em atividades sociais e pode se comportar de forma inapropriada socialmente.
Causas de demência tem que ver com genética (aumenta risco da doença), fatores ambientais, estilo de vida, etc. Doenças que produzem demência são, por ex., a Doença de Alzheimer, a Doença de Parkinson, a Doença de Huntington. Derrames cerebrais repetidos também podem afetar o cérebro acelerando o processo da demência. O mesmo com nutrição pobre, desidratação, substâncias tóxicas para o cérebro como álcool, drogas ilícitas, e outras, assim como traumas craneanos repetidos ou não, infecções cerebrais, etc.
As demências podem ser prevenidas ou retardadas por bons cuidados físicos como exercícios físicos diários, dieta saudável, sono regular, diminuição do estresse, não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas, estimulação mental natural como leitura saudável, trabalho voluntário filantrópico, atividades úteis no lar, estudar um novo idioma, desenvolver atividades sociais de benefício comunitário, aprender a tocar um instrumento musical, mudar a rota para ir a algum lugar ou voltar para casa, comer com a outra mão, etc. Fumar após os 65 anos de idade aumenta a chance de desenvolver a Doença de Alzheimer em 79%. A obesidade na meia idade faz com que você tenha 3 vezes e meia mais possibilidades dessa doença, enquanto que a diabetes aumenta em 2 vezes e o estresse crônico 4 vezes a chance de ter Alzheimer.
Na próxima parte deste artigo veremos os tipos de demência, o que fazer se você apresenta sintomas de demência, e noções gerais para o manejo dela.
Vimos que demência é um conjunto de sintomas que inclui perda de memória, mudanças na personalidade, alterações nas funções intelectuais resultado de doença ou trauma no cérebro. Vejamos agora noções gerais de como lidar com demências.
Todas as demências envolvem declínio cognitivo que causa impacto no viver diário. Muitas condições mentais doentias tem que ver com demência, embora o tipo mais falado é a Doença de Alzheimer (2/3 dos casos diagnosticados) e a Demência Vascular. Quanto mais cedo diagnosticar-se, melhor se aprende sobre o manejo da doença que produz melhor vida.
Os sintomas principais da Doença de Alzheimer é perda da memória recente, da capacidade de prestar atenção em algo, do pensamento abstrato e da flexibilidade do pensamento, diminuição do vocabulário que prejudica a linguagem, além de outros sintomas das fases mais avançadas. A Demência Vascular é o resultado de uma série de pequenos derrames ou mudanças no suprimento de sangue no cérebro. Ela causa impacto severo sobre a memória e funções cognitivas e o início súbito dos sintomas pode ser um sinal deste tipo de demência. As formas menos comuns de demência são: Doença de Pick – afeta a personalidade, orientação e comportamento, mais comum em mulheres, ocorrendo mais cedo. Doença de Creuzfeldt-Jakob – progride rapidamente com deterioração mental e movimentos involuntários. Doença de Huntington – é degenerativa e herdada produzindo movimentos involuntários e começando na meia-idade. Doença de Parkinson – progressiva doença do sistema nervoso central que em sua fase mais tarde pode aparecer demência. Doença de Lewy Body – parecida com Alzheimer, ocorrem alucinações e medo.
Demência Precoce ou Lesão Cognitiva Mínima envolve problemas com memória, linguagem e outras funções cognitivas, mas pessoas afetadas por ela ainda podem funcionar sem depender dos outros. Muitos desenvolvem a Doença de Alzheimer ou outra demência após terem esta alteração mínima cognitiva, e alguns voltam ao normal. É difícil predizer o curso dessa lesão, mas sabe-se que quanto maior o grau de prejuízo da memória, maior o risco de desenvolver a Doença de Alzheimer. O Dr. Ronald Peterson da Clínica Mayo, diz que 15% da população entre 70 e 90 anos apresenta lesão cognitiva mínima, cujos sintomas incluem: frequentemente perder ou colocar objetos fora de lugar; frequentes esquecimentos de conversas, compromissos ou eventos; dificuldade de relembrar nomes de novos conhecidos; dificuldade de seguir o fluxo de uma conversa.
O que fazer se você tiver sintomas de demência? Procure orientação médica com clínico geral, geriatra ou neurologista clínico. Deve-se tratar imediatamente derrames, efeitos cruzados de remédios, tumores, convulsões. Quanto melhor e mais cedo o diagnóstico, mais rápido se inicia o tratamento e manejo da doença sob orientação médica. Se você suspeita ter demência, fale logo dos sintomas ao seu médico e peça aos familiares para dizerem o que eles observam em você. Escreva o que ocorre com as dificuldades de memória, pensamento, comportamento, relatando a frequência com que ocorre, locais, situações. Leia sobre demências. Informação ajuda a cuidar melhor de si.
Cuidados gerais para tratar demências incluem: (1)cuide de si mesmo emocionalmente pedindo apoio aos familiares e amigos, unindo-se a um grupo de apoio para idosos, aconselhando-se com um psicólogo ou conselheiro em sua comunidade religiosa. (2)Tome decisões importantes cedo, como comunicar seus desejos sobre aspectos do fim da sua vida. Crie um plano sobre o resto de sua vida, sobre seus bens materiais, designando uma pessoa como seu tutor para fins legais no caso de você ficar impossibilitado de tomar decisões. Fale com parentes e médico sobre suas preferências para o fim de sua vida (internação, asilo, onde ser enterrado, etc.). Ainda que falar disto possa ser difícil, revelar e organizar isto facilita tudo. (3)Depressão, distúrbios do sono, reações medicamentosas podem piorar os sintomas da demência e limitar a independência, por isso tratá-los pode requerer algumas mudanças no seu estilo de vida que poderão valer à pena. (4)Pense em alegria, segurança, independência e acessibilidade. Preserve sua autonomia até quanto for possível com pequenas decisões e atitudes. Ative sua memória vendo fotografias e objetos familiares. Tire de seu ambiente coisas que possam causar acidentes (tapete escorregadio, fios no chão, etc.). Melhore a luz ambiente. (5)Enfatize a alegria. Quanto perceber que sua mente está metade falhando, tente se concentrar na metade que funciona. Com apoio e compreensão apropriados, pessoas com demência são capazes de experimentar e prover alegria e conexão.
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